Casa da Figueira na Galeria da Arquitetura

Em um dos maiores portais de arquitetura do Brasil, a Casa da Figueira é homenageada com novo destaque. Desta vez, contudo, não foi a figueira que introduziu a narrativa… o tema era pedras naturais. Conheça um pouco mais do conceito, origem e obra deste detalhe construtivo no trecho da matéria da jornalista Nathalia Lopes. Leia na íntegra AQUI.

Muitos elementos construtivos enchem as moradas de charme, mas poucos fazem tanto sucesso quanto os naturais. Árvores e pedras – sejam originais do terreno ou trazidas de longe – não só embelezam, como norteiam a construção e a disposição dos ambientes. A seguir, selecionamos 5 casas em que as rochas são protagonistas!

 

Casa da Figueira foi desenhada a partir de uma arquitetura linear e quase brutalista, encontrando sua essência na pureza dos elementos construtivos. “A maior parte das texturas externas é plana e simples, como o aço corten e concreto. Nesse cenário, as grandes pedras trazem equilíbrio e balanço ao conjunto arquitetônico”, comenta Ingrid Stemmer, do escritório Stemmer Rodrigues Arquitetura.

“As pedras incorporam naturalidade, rusticidade e um certo toque de ousadia, fazendo pensar que sempre estiveram ali”, complementa. Apesar de não serem determinantes nas demais escolhas estruturais, elas foram utilizadas para seguir as diretrizes e conceitos do escritório.

“Ao permitir a entrada da natureza e a conexão dos espaços, expandimos a relação das pessoas com a arquitetura e o entorno e, consequentemente, a responsabilidade com essas questões. As texturas naturais em seu tom original agregam sinceridade à paleta de cores que, banhada por muita luz do sol, vestem-se em diferentes tonalidades ao longo do dia”.

No caso dessa construção, as rochas não nasceram no terreno, mas foram trazidas de Mariana Pimentel (RS). Escolhidas pela sua coloração amarelada – que contrasta com o cinza do concreto –, elas são conhecidas como matacões; seu formato foi moldado pela natureza a partir de erosões.

 

 

Fonte: Galeria da Arquitetura | Nathalia Lopes