Figueira

Na Casa da Figueira, a composição da fachada principal é uma sintonia de contrastes entre a rigidez do concreto, a árvore que dá nome a casa  e a grande rocha que simula o apoio do volume, rendendo homenagem a um forte elemento da paisagem regional.

Ano

2017

Área

726m²

Categoria

Residencial

O bloco de concreto transversal sobre paredes curvilíneas acolhe os dormitórios com janelas voltadas para o sol. No andar inferior, um volume longitudinal em aço corten e vidro projeta a área social direção á água, a grande atração do local.

CASA DA FIGUEIRA

Localização: Eldorado do Sul/RS

Área construída: 726 m²

Área do terreno: 1.540 m²

Projeto arquitetônico: Stemmer Rodrigues Arquitetura

Equipe: Ingrid Stemmer, Paulo Henrique Rodrigues, Roberto Stemmer, Luciana Medeiros, Renata Lui e Francine Azevedo

Fotos: Marcelo Donadussi

Figueira

Na Casa da Figueira, a composição da fachada principal é uma sintonia de contrastes entre a rigidez do concreto, a árvore que dá nome a casa  e a grande rocha que simula o apoio do volume, rendendo homenagem a um forte elemento da paisagem regional.

No terreno vazio, uma escultórica figueira interrompia a calmaria da planície e refletia nas águas dos canais o potencial de um projeto que deveria, sem escusas, reverencia-la.

Elevando ao máximo o aproveitamento da orientação solar do lote, a fachada ergue-se como guarida para do vento Minuano que sopra forte na região e descortina, ao fundo, grandes planos abertos com vista para o canal navegável.

O bloco de concreto transversal sobre paredes curvilíneas acolhe os dormitórios com janelas voltadas para o sol. No andar inferior, um volume longitudinal em aço corten e vidro projeta a área social direção á água, a grande atração do local. Sobre esta área, o solário integra-se aos quartos como um ambiente de intimidade  familiar e relaxamento, com vista para o horizonte de Porto Alegre. No térreo e segundo andar foram instaladas clarabóias móveis motorizadas que além de iluminar cumprem a função de  exaustão do ar quente nos dias de verão.

Em contraste com a determinação da volumetria, a leveza do vão livre no nível do pedestre proporciona a transparência necessária para contemplação da vista desde a rua.

A composição da fachada principal é uma sintonia de contrastes entre a rigidez do concreto, a figueira que dá nome a casa  e a grande rocha que simula o apoio do volume, rendendo homenagem a um forte elemento da paisagem regional. Seu revestimento externo valoriza a madeira ipê.

Sobre o bloco principal, um deck reservado se prolonga até a pérgula em aço corten, ampliando o espaço da área íntima da família com um privilegiado espaço para tomar sol ou apreciar a natureza.

A edícula foi pensada como um zona de lazer e de contemplação à casa principal, ladeada por pedra costaneira e granito icaraí. Meio lance abaixo no terreno, não compromete a vista do solário e integra-se à natureza. A piscina preta espelha a casa e surpreende como um lago negro sob a ponte do deck de madeira.

Internamente, o concreto mantém sua presença em duas paredes curvas que invadem a casa, abrigando o banheiro da piscina e a brinquedoteca. Também o lavabo está contido em uma elipse de concreto que contrasta com o plano vermelho, ocultando a zona de serviço. O piso do hall em madeira estende-se pela escadaria e cria uma atmosfera quente e acolhedora, e destaca-se como ponto focal um nível acima do living.