(RE)encontros: constelações familiares

Acreditamos que espaços fazem as pessoas mais felizes. Eles criam palcos, recantos de troca. Essa é a essência dos (RE)encontros: reunir com carinho pessoas de nossa rotina para aprofundar conversas de todo tipo de universo. A temática muda, o foco é cambiante… no final, o que importa mesmo é conversar.

O (re)encontro de julho trouxe a advogada e astróloga Fernanda Pozzebon para um intimista e profundo bate-papo sobre constelações familiares. O tema desperta curiosidade e, para ampliar o a compreensão sobre sua prática e benefícios, ela compartilhou o artigo abaixo. Boa leitura!

 

 

A Constelação Familiar foi criada por Bert Hellinger, alemão, filósofo, teólogo, pedagogo e psicanalista, dentro de uma perspectiva do desenvolvimento da ciência iniciado no século XIX e XX, quando houve a transição da racionalidade pura, do absolutismo, para a relatividade trazida por Albert Einstein, expandindo para teorias da complexidade e de rede. Através das Constelações Familiares, nos damos conta de que estamos inseridos numa grande rede familiar. Tudo o que veio antes, quem veio antes, nos afeta, nos condiciona e, muitas vezes, somos agentes de compensação do que passou.

Bert Hellinger criou as Leis do Amor com o intuito de estabelecer um método fenomenológico, capaz de trazer à tona a causa de muitos conflitos. 

 

LEI DO PERTENCIMENTO

O sistema familiar vela pela integridade do clã, impedindo qualquer  intenção de exclusão ou esquecimento. Quando alguém é rechaçado, um mecanismo cego designa um outro membro mais jovem para representar este excluído, para que seja visto ou reintegrado, gerando, com isso, um conflito.

 

LEI DA HIERARQUIA

Cada membro tem seu lugar e sua função no sistema familiar.  A ordem é uma combinação de três fatores: antiguidade, função e formação. Há uma desordem, por exemplo, quando os filhos ocupam o lugar dos pais.

 

LEI DO EQUILÍBRIO

É o “dar e receber” que alimenta as relações. Lei da compensação.   Os pais dão e os filhos recebem.  Por vezes, o filho não consegue tomar a vida que recebeu dos pais, deixando-o vazio, sem força e preso aos pais de forma negativa, sem poder olhar para sua vida. Seu destino permanece preso às suas reinvindicações.

 

As Constelações têm trazido resultados muito positivos na área do Direito. Já está sendo utilizada em larga escala no judiciário brasileiro, pois, com a utilização do método, os acordos chegam a mais de 90% dos casos.

Também pode ser utilizada como terapia por pessoas que tem formação nesta área específica de conhecimento (Consteladores Familiares).

Após meu curso de formação, consigo enxergar a vida e as relações humanas de maneira muito mais verdadeira, significativa e amorosa.

 

Fernanda Pozzebon

Astróloga, Advogada, Professora e Consteladora Familiar.